26.2.11



O meu coração choca na minha razão de ser, tem palpitações vagas, como quem oscila num cordel de ecos em silêncio, enfim, no vazio. Por entre paradoxos desmembrados eu permaneço numa fuga constante. Faço de ti a minha constante!

22.2.11

Em pequenos promenores, em pequenos momentos, pequenas ligações, revejo por instantes passados, que me quebraram, e uma tristeza sublime entercalado por uma pitada de dor de tempos já mal recordados regressa, e um medo infernal corre-me nas veias, por momentos recuo, mas apenas por momentos, afinal já é mais forte que eu, já me perco na imansidao dos sentimentos. E o final será o mesmo... outra vez, o mesmo. Fugir? Queria, mas afinal a minha pesonalidade não admite covardias deste genero, portanto, fico. Quem sabe se não estou enganada, e isto é apenas trauma.

4.2.11


Os meus pensamentos, oriundos de sei lá de onde, cruzam na minha mente a velocidades que nem eu própria consigo identificar. O tempo não gera amor, a falta não parte dos segundos infinitos compartilhados. Falar? O medo é mais forte. Experiências de vida de outrem sela-me as cordas vocais, congela-me a reacção instantanea de um " precisamos de falar". Hoje, estou aqui afogada em superstições e equivocos, ontem, brilhava cintilantemente com sorriso puro, genuinamente sincero, genuinamente feliz. Quando vais parar? Animal insaciável que habita em mim! Sinto um mundo a girar desnorteadamente, intensamente aqui dentro, a quietude da minha postura não o acalma, por mais que me puxe para isto, sou arrastada por tamanha rebeldia contra ti.

Perdi-me hoje, perdi-me.
Talvez amanhã estarei aqui novamente.